A nova experiência de carregamento de elétricos

20 setembro 2017

A mudança do paradigma da mobilidade automóvel que se tem vindo a verificar a nível mundial nos últimos tempos não se limita a uma gradual conversão do parque automóvel convencional, com motores de combustão interna, para veículo elétricos (VE). Vai além disso.

Não só é necessário pensar e implementar redes de carregamento eficazes e capazes de cobrirem países inteiros, como é também preciso entender os carregamentos do VE como algo bem diferente do abastecimento de combustível dos dias de hoje.

A pensar nisso, a empresa alemã Sortimo (SME) revelou o projeto de construção do maior posto de carregamento de VE do mundo a edificar a partir de 2018 na A8, a movimentada autoestrada germânica que liga Estugarda a Munique, precisamente as cidades sede da Porsche, Mercedes e BMW.

O Innovationspark Zusmarshausen, nome dado pela empresa ao centro de carregamento, terá uma capacidade de carregamento diário de até 4.000 veículos, tudo graças aos 144 pontos de carregamento, dos quais 24 poderão ser super-carregadores de 350 kW. Uma capacidade de carga bem superior à do Tesla Supercharger, que se fica pelos 150 kW.

De acordo com a Sortimo, este centro de carregamento poderá representar a poupança de 29,5 milhões de litros de combustível e cerca de 60.000 toneladas métricas de dióxido de carbono todos os anos.

Mas o Innovationspark Zusmarshausen vai além da convencional área de serviço a que todos estamos habituados. Enquanto hoje em dia o abastecimento dos carros pode ser feito em poucos minutos, os VE exigem mais tempo. Por isso mesmo a Sortimo pensou numa solução integrada de serviços associados ao carregamento. Quem usar esta futura “estação de serviço”, não só encontrará telhados ecológicos, cobertos de relva, como poderá encomendar o que quer comer com antecedência, aproveitar para fazer compras como se num centro comercial estivesse, ou até mesmo para trabalhar num dos vários escritórios de utilização partilhada. Ou seja, abastecer o carro vai passar a ser um momento, uma experiência da viagem em si e não apenas uma mera “idas às boxes”.

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