"Desde o início que mostrei o meu potencial para ganhar"

16 novembro 2017

Foi de forma épica que Miguel Oliveira concluiu a sua primeira temporada no Campeonato Mundial de Moto2, com três vitórias seguidas nas últimas provas do calendário, o que lhe permitiu fechar a época num terceiro lugar. Mas nem por isso o piloto ACP foi descansar, estando já a testar a nova mota em Jerez de la Frontera, ao mesmo tempo que se vai preparando para uma experiência em todo terreno, em quatro rodas, nas famosas AFN 24 Horas TT Vila de Fronteira. 

Como viveu esta experiência de obter três vitórias seguidas no Campeonato Mundial de Moto2?

Foi logicamente uma experiência muito positiva, aliás toda a época foi boa. Desde o início que demonstrámos ter potencial para ganhar corridas. Durante toda a temporada fomos construindo o nosso à-vontade com a mota e fomos evoluindo. E nesta últimas corridas conseguimos mostrar todo o nosso potencial. Tanto eu como o meu companheiro de equipa conseguimos atingir o pódio mais que uma vez, o que nos deu ótimos indícios para a próxima época.

E este novo desafio, o das quatro rodas em Fronteira, na categoria SSV…

(risos) Não sei como irá correr, não faço ideia se o facto de ter mais duas rodas do que estou habituado me vai atrapalhar. Mas já era uma experiência que queria ter há muito tempo, fazer uma prova de todo terreno em quatro rodas, tenho muita curiosidade. Corri em kart quando era criança, mas em TT nunca fiz nada, a expectativa é grande.

O facto de ser a prova de Fronteira é um desafio acrescido?

Sem dúvida, é a prova mítica do TT em Portugal, logo a seguir à Baja de Portalegre. Vai ser duro, mas não duvido que irá ser uma experiência muito interessante.

Fronteira é a prova mítica do TT em Portugal, logo a seguir à Baja de Portalegre. Vai ser duro, mas não duvido que irá ser uma experiência muito interessante.

Já treinou alguma coisa?

Em princípio vou experimentar o carro apenas dois dias antes, vai ser um test-run só para me ambientar à viatura. É a única coisa que posso fazer para treinar.

Vai partilhar carro com mais dois pilotos. Sente-se confiante?

Sim, sobretudo porque tenho dois grandes pilotos ao meu lado, o que me deixa muito mais tranquilo.

O ACP tem sido um bom auxílio?

O Automóvel Club de Portugal tem-me apoiado desde o meu início de carreira e continua a dar o seu apoio e é uma honra para mim ter um parceiro como o ACP.

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