Eletrificar é a palavra de ordem para o futuro da Nissan

10 abril 2017

A Nissan foi uma das pioneiras na produção de modelos elétricos mas ainda está muito dependente do compacto Leaf (na foto) e da versão elétrica do furgão comercial e-NV200, fazendo com que de certa forma tenha perdido a corrida na apresentação de novas propostas ao mercado com reflexo para o seu volume de vendas.

Mas o novo CEO da marca, Hiroto Saikawa, pretende alterar esta situação e garante que a mudança se iniciará já com a próxima geração do Leaf, que chegará ao mercado no final do ano, com uma autonomia mais prolongada. A futura eletrificação de modelos como o Qashqai e o X-Trail, também está nos projetos da marca ainda que isso não se verifique para já.

“O segmento dos veículos elétricos está a entrar numa nova fase”, assegura Hiroto Saikawa. “Há medida que formos dispondo de baterias maiores e ultrapassando a ansiedade da autonomia, deixaremos de competir baseados na tecnologia e passaremos a apelar às emoções e ao valor das marcas”, explica.

Prosseguindo esta linha de pensamento, o CEO da marca nipónica propõe-se. Até 2020, a garantir uma autonomia real de cerca de 483 quilómetros com uma única carga de bateria, o que colocará os veículos elétricos da marca em condições de competir com os veículos convencionais nos EUA. O Chevrole Bolt EV, o gémeo americano do futuro Opel Ampera-e que foi lançado no ano passado e está a ter um enorme sucesso tem uma autonomia de 238 milhas, não se sabendo ainda qual a autonomia final do Tesla Model 3, o modelo compacto da marca americana cuja chegada ao mercado está anunciada para o início do próximo ano.

Ainda de acordo com Saikawa, “a verdadeira evolução chegará, por volta de 2025, quando tivermos um plano concreto de substituição das motorizações dos nossos principais modelos, como os SUV Rogue, Qashqai e X-Trail, que passarão a oferecer também soluções elétricas”, num processo que poderá ser facilitado através da partilha de custos de desenvolvimento e de tecnologias, tendo em conta a recente integração da Mitsubishi na Aliança Renault-Nissan.

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