Estudo defende melhor infraestrutura e GPS mais atualizado

08 novembro 2018

A Federação Internacional do Automóvel (FIA) divulgou esta quinta-feira os resultados de um novo estudo independente sobre o uso do Assistente Inteligente de Velocidade (Intelligent Speed Assistance). Numa altura em que a União Europeia avalia a decisão de tornar essa tecnologia obrigatória em todos os carros novos, o estudo destaca precisamente o conjunto de melhorias a efetuar nesse assistente de condução.

Segundo o estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa de Acidentes de Trânsito da Universidade de Tecnologia de Dresden, a eficácia dos Assistentes Inteligentes de Velocidade dependem em grande parte de condições externas como a disponibilidade de sinais de trânsito padronizados e com boa manutenção, assim como a precisão e atualização de informação local do GPS. Fatores que nem sempre estão nas condições ideais. Devido a essas deficiências, a taxa média de erro de deteção de um sistema de assistência de velocidade é de cerca de 10% em condições atmosféricas normais, ao passo que quando chove ou se circula à noite, o erro pode chegar a 15-25%.

Segundo Laurianne Krid, da FIA, estas tecnologias têm muito potencial para ajudar a combater o excesso de velocidade e melhorar a segurança nas estradas. No entanto, ainda existem desafios fundamentais que influenciam a sua eficácia. Os decisores da União Europeia devem estar conscientes dessa questão ao escolherem quais as tecnologias que vão ser obrigatórias nos carros novos. Em última análise, o sucesso dos Assistentes Inteligentes de Velocidade depende de investimentos para melhorar a infraestrutura rodoviária e os mapas digitais, duas áreas em que os automobilistas já estão a ser prejudicados”.

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