Fabricantes querem acabar com os retrovisores em 2018

11 maio 2017

Os retrovisores exteriores podem ter os dias contados, pelo menos para a Audi que depois de os ter substituído por câmaras nos protótipos, quer fazer o mesmo com os modelos de comercialização já a partir do próximo ano (depois do Volkswagen XL1 já ter feito o mesmo, na imagem).

Para a marca, a principal razão para acabar com os retrovisores é o de maximizar a eficiência e a aerodinâmica dos modelos. É que estes espelhos utilizados hoje em dia são, devido às suas dimensões, um dos motivos para as turbulências e ruídos aerodinâmicos que se fazem sentir, especialmente quando a velocidades mais elevadas, no interior do habitáculo, sem esquecer o facto de serem compostos por mecanismos mecânicos e elétricos, que facilmente se avariam. Além de estarem particularmente expostos a danos provocados por embates ou vandalismo.

Tudo indica que o primeiro carro a prescindir dos retrovisores seja o futuro SUV da Audi que deverá chegar equipado com pequenas câmaras viradas para trás de modo a permirem ver o que se passa em volta da traseira do carro projetando depois as imagens num ecrã colocado no habitáculo.

Perante esta situação, que em termos de custos poderá levar inclusivamente a tornar a câmara uma solução mais barata, e com os legisladores a mostrarem uma cada vez maior recetividade à troca, desde logo, por motivos de segurança, é caso para acreditar que só um argumento possa vir a prolongar a vida dos retrovisores: o hábito instintivo de contar com eles sempre que necessário durante as viagens.

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