UE propõe crédito de carbono para vender mais elétricos

12 outubro 2017

A União Europeia quer promover a produção e venda de carros elétricos através de um sistema de créditos de carbono para os fabricantes, isto em vez de lhes impor quotas, avançou a Reuters.

A proposta deverá ser apresentada em novembro, disseram as mesmas fontes daquela agência noticiosa, e apresentará novos padrões de CO2 para carros e carrinhas a partir de 2020. O objetivo é reduzir até 2030 as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 40% abaixo dos níveis registados em 1990.

A Reuters revelou ainda que o projeto de lei da Comissão Europeia vai estabelecer uma meta de redução entre 25 e 35% nas emissões médias de CO2 no caso dos ligeiros de passageiros, sendo a meta traçada para os ligeiros de mercadorias entre 30 a 40%. Este objetivo vai mais além do que os fabricantes europeus de automóveis queriam, que era uma redução das emissões de 20%.

A par daquela proposta, e dando resposta aos receios da indústria automóvel sobre uma rede de abastecimentos ainda insuficiente, prevê-se uma verba de 800 milhões de euros de fundos da UE para governos, regiões e cidades construirem postos de careegamento acessíveis, a que se soma 200 milhões de euros para desenvolvimento de baterias entre 2018 e 2020.

Este modelo da concessão de créditos de carbono será inspirado no caso da California, nos EUA, um estado visto por muitos no setor como o principal laboratório de políticas em veículos elétricos. Mas, ao contrário da política de emissões zero da Califórnia, a proposta da UE não inclui mandatos e os créditos de carbono não serão negociáveis. Os créditos serão atribuídos com base no desempenho dos fabricantes face a um valor-referência proporcional de vendas de veículos de baixas emissões em relação ao total.

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