Um familiar de seis lugares com autonomia até 1000 km

16 março 2017

O protótipo NioEve que será exibido no Salão de Xangai, em abril, reflete a aposta dos chineses nos veículos elétricos e na condução autónoma. Por enquanto, é apenas um estudo mas a ideia é seguir em frente com esta proposta familiar repleta de tecnologia e muito focada para o seu habitáculo.

Trata-se de um espaço com 2+4 lugares com áreas generosas para os ocupantes da frente, mas quem segue atrás também beneficia de um conforto pouco habitual nos automóveis em que os quatro bancos fixos se encontram numa disposição ao estilo de um lounge, com os da segunda fila montados nas costas dos dianteiros, na direcção oposta ao sentido de marcha, de frente para os traseiros e destes separados, quando pretendido, por uma mesa desdobrável embutida nos painéis laterais da carroçaria. Já os da terceira fila são reclináveis, como os da classe executiva de um avião.

O tejadilho do NioEve é um imenso vidro digital com realidade aumentada, que não só serve de interface com os passageiros, como funciona como parte integrante de uma estrutura que dispensa os pilares dianteiros e centrais. A secção lateral do Eve pode passar de transparente a opaca num instante, para maior privacidade de quem segue a bordo.

Quanto ao motor, este é dotado de inteligência artificial, permanentemente conectado com os outros veículos, e capaz de permitir ao modelo comunicar por via oral ou visual com os passageiros, os restantes utilizadores da estrada e os próprios peões (nomeadamente através de sinais gráficos que os alertam para a sua presença).

A condução é cem por cento autónoma (embora ainda existindo um volante e pedais retráteis, para condução manual quando desejado) e a propulsão exclusivamente elétrica, sendo a autonomia ambicionada de 1.000 km. A marca prevê que o NioEve chegue ao mercado em 2020.

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