A charmosa 4L celebra 56 anos

04 agosto 2017

A Renault queria um carro que pudesse ser usado durante a semana para o trabalho e ao fim de semana como viatura de lazer, com passeios ao campo feitos de piqeniques. A ideia era tanto conseguir carregar escadas e outros materiais durante a semana e bicicletas ou as compras de casa ao fim de semana, ainda por cima numa altura que começavam a surgir os supermercados, em detrimento das mercearias. O objetivo era um carro verdadeiramente versátil com uma cabine mais espaçosa. Foi assim que, em julho de 1961, a Renault 4 foi apresentada.

Era um veículo de 5 portas com uma porta traseira e uma cabine modular, com a possibilidade revolucionária de rebater o banco traseiro para transformar o carro numa carrinha, se necessário. E além do "pormaior" do banco reclinável, a Renault ideializou uma versão realmente comercial que permitia abrir uma parte do teto para o transporte de objetos mais longos, como por exemplo uma prancha de madeira.

Simplicidade e força

Mas a marca francesa queria ir mais longe e conseguiu adicionar mais dois argumentos a este verdadeiro caso de sucesso: baixa manutenção e elevada economia. O motor de 747 cc e a caixa de 3 velocidades foram construídos para durar. Ao mesmo tempo, a Renault desenvolveu um sistema de arrefecimento único que não requeria complementos com anticongelante. A Renault 4 também eliminou pontos de lubrificação, evitando mais visitas regulares às oficinas.

A simplicidade tornou-se uma filosofia. Mesmo a aparência dos primeiros veículos foi deliberadamente organizada para ser frugal. A cabine tinha um painel minimalista, como se impunha nesta nova abordagem ao mercado automóvel. A 4L era simples, mas forte, à vontade tanto nas ruas da cidade como nas pistas rústicas.

Foram produzidas oito milhões de unidades, exportadas para mais de 100 países. A carreira da Renault 4 terminou a 21 de dezembro de 1994 e hoje continua a ser cobiçada por colecionadores de todo o mundo.

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