As estrelas das duas rodas do Dakar já regressaram

16 janeiro 2017

Os motards portugueses que participaram no Rally Dakar 2017 já estão de regresso a casa. Paulo Gonçalves e Joaquim Rodrigues regressaram hoje ao Porto depois de terem participado no mítico Dakar e os sentimentos de cada um são distintos. Gonçalves não escondeu a frustração, enquanto a felicidade era patente em Rodrigues.

Paulo Gonçalves (Honda) foi o melhor classificado entre os pilotos nacionais, com o sexto posto final, a quase uma hora do vencedor, o britânico Sam Sunderland (KTM). O piloto oficial da Honda assegurou o segundo melhor resultado de sempre, depois da segunda posição em 2015.

"Este resultado sabe a pouco. Vim de edições anteriores com resultados menos bons, mas mais feliz,” começou por desabafar o motard. “Aquilo que fizemos em pista permitia-nos ter um resultado bastante melhor. Mas tenho de aceitar o resultado. Obviamente que a nossa equipa fez um recurso da decisão do comissário do grupo de júris. Vamos aguardar a decisão. Acho que foi o único ponto negativo."

“Perceber que podíamos ter feito uma dobradinha mas, devido a uma decisão de secretaria, não conseguirmos é frustrante. Não tivemos qualquer tipo de benefício com o abastecimento naquela zona. Tínhamos abastecido cinco litros 50 quilómetros antes e não tinha acontecido nada. Houve um erro de interpretação e o regulamento não está claro nesse aspeto. E, por isso, fomos penalizados e não festejámos. Vamos aguardar o resultado do recurso", frisou.

Joaquim Rodrigues (Hero Speedbrain), que concluiu em 10º, não podia estar mais satisfeito e, ao mesmo tempo, surpreso, por ter alcançado uma posição no Top 10, ainda para mais quando ambicionava apenas terminar o rali.

"Nunca pensei que ia conseguir estar entre os 10 primeiros. O objetivo era terminar a corrida. Claro que ao fim da primeira semana, quando nos encontramos no 10.º lugar, começamos a pensar. Na segunda semana, tentámos manter. Houve um dia que correu muito mal, perdi muitas posições. Mas, felizmente, consegui recuperar nos últimos dias e voltei ao 10.º lugar. E foi um alívio quando cruzei a meta, parece que saiu um prédio de cima de mim. Fiquei muito feliz", salientou o português, atestando, após a sua estreia, que é a "mais dura do mundo".

Entretanto, o piloto português viu a sua posição revista pela organização, que lhe acrescentou tempo ao resultado final e o fez cair para 12º da geral.

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