Peterhansel parou e Sainz ganhou. O espanhol é o novo líder

13 janeiro 2018

O piloto espanhol da Peugeot, que partiu a 27 minutos de diferença do seu colega de equipa, aproveitou o problema do 3008 DKR de Peterhansel para chegar ao comando, dominando, no entanto, os ataques dos pilotos da Toyota. O Peugeot de Peterhansel esteve parado quase duas horas, para que piloto e navegador reparassem um problema grave num amortecedor e triângulo de suspensão. E com o “Senhor Dakar” parado, foi a vez de Sainz tomar conta dos acontecimentos, mantendo em respeito os ataques da Toyota liderados por Giniel De Villiers e por Nasser Al-Attiyah que foram insuficientes para ganhar tempo ao novo líder. Carlos Sainz demorou 4h49m26 para percorrer os 425 km da especial, deixando De Villiers na 2ª posição a 12m05 e Al-Attiyah no 3º posto a 14m19. A Mini obteve o 4º tempo na etapa através de Jakub Przygonski que ficou a 20m56 de Sainz e à frente de Martin Prokop a 23m57.

Carlos Sainz está agora no comando do Dakar, com uma vantagem considerável, que lhe permite pensar já na gestão de uma vitória na edição de 2018 do Dakar. O espanhol da Peugeot conta com 1h11m29 de vantagem para Nasser Al-attiyah que é agora o 2º da geral, enquanto Stephane Peterhansel ocupa a 3ª posição a 1h20m46, apesar de tanto tempo perdido na etapa de hoje. Logo a seguir aos três lugares do pódio, surgem as Toyota de Giniel De Villiers a 1h20m54 e a de Bernhard Ten Brinke a 1h25m04. O 6º lugar da geral é agora do Mini de Jakub Przygonski mas já a 2h19m02. Tudo parece encaminhar-se para uma vitória de Sainz, embora no Dakar não seja aconselhável fazer contas e previsões, tal como ficou hoje demonstrado pelos problemas de Peterhansel. De qualquer forma, mais de uma hora de vantagem é uma excelente margem para gerir a segunda metade de um Dakar muito duro e desgastante.

Em relação aos portugueses em prova nos automóveis, Filipe Palmeiro registou um excelente 9º lugar da geral como navegador de Boris Garafulic no Mini All4 Racing. Quanto ao Renault Duster de Carlos Sousa, terminou a etapa no 23º lugar a 2h02m16 de Carlos Sainz. O piloto português é agora o 20º classificado da geral, quando faltam ainda mais sete dias de competição.

E esta noite não há assistência em Uyuni. Na paragem da etapa maratona só piloto e navegador podem trabalhar nos respetivos carros. Para amanhã, vem aí um dia muito longo e arrasante.

Domingo, 14 de janeiro/8ª Etapa (Uyuni/Tupiza) – 584 km (SS: 498 km)

A segunda parte da etapa-maratona é também a que dispõe da especial cronometrada mais longa de todo o rali. Não fosse isso um desafio já de si complexo e as equipas ainda terão que enfrentar mais um duro teste nas dunas, desta feita, a 3500 metros de altitude. Se há etapa seletiva onde se poderá começar a preconizar o nome do vencedor é esta.

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