Vergne vence corrida, di Grassi o Campeonato

31 julho 2017

Com o rival ao título Sebastien Buemi a debater-se com mais uma tarde repleta de problemas, di Grassi conseguiu jogar com as percentagens, manter-se afastado de problemas e somar seis sólidos pontos com o carro da Abt Schaeffler Audi Sport, o bastante para garantir o título.

Buemi fez parte do Grupo 1 da qualificação, mas um erro na volta lançada fez com que se ficasse pelo 13º posto da grelha, isto quando apenas um lugar no pódio mantinha vivas as esperanças do título.

O fim-de-semana de inferno continuou quando António Felix da Costa deu um toque na traseira do carro de Buemi quando o pelotão fazia tudo para evitar o TECHEETAH de Stephane Sarrazin, que tinha feito um pião na primeira curva, na primeira volta.

O toque de Buemi foi mínimo, mas danificou o protetor da roda traseira direita. Com alguma da carenagem a cair com o vento, o piloto da Renault e.dams viu a bandeira preta e vermelha, que indica problemas mecânicos e obriga à ida imediata às boxes para reparações. Juntou-se a isto a perda do nariz do carro, o que acabou por se traduzir numa penalização de passagem pelas boxes e a queda para última posição.

Mesmo assim, ele não baixou os braços e recuperou até ao 11º lugar, mas já com o título perdido.

Lá na frente, Felix Rosenqvist liderava a prova depois de ter garantido a Juluis Baer Pole Position. O piloto da Mahindra estava isolado na frente, mas também estava usar mais energia que Jean-Eric Vergne, que era segundo depois de superado o DS Virgin Racing de Sam Bird na partida.

O piloto da TECHEETAH geriu melhor o consumo energético, o que significou que conseguiu parar uma volta mais tarde de Rosenqvist, mas quando regressou à pista após a troca obrigatória de carro estava com mais de seis segundos de atraso. Mas como tinha mais energia com que jogar, não tardou por reduzir a diferença.

Rosenqvist, que tinha os olhos postos no terceiro posto no campeonato, estava mais preocupado em bater Bird do que entrar numa luta com Vergne e não conseguiu travar o ataque o gaulês. Assim que chegou a primeiro Vergne não demorou a garantir margem confortável que lhe permitiu somar a primeira vitória na Fórmula E.

Enquanto isso, Jose Maria Lopez vinha de 11º da grelha e rodou na perfeição com o DS Virgin Racing para ganhar muitos lugares, fazendo com que parecesse fácil ultrapassar no circuito citadino de Montreal. Ele acabou por terminar a época em alta com o segundo pódio, em terceiro.

Bird, mesmo tendo danificado a direção com um toque inicial no muro, conseguiu terminar em quarto, enquanto Nick Heidfeld passou a maior parte da corrida a trocar de posições com os pilotos da DS Virgin Racing antes de terminar em quinto.

Ao cair do pano di Grassi abrandou o andamento, o que permitiu ao colega de equipa Daniel Abt recuperar o sexto posto que tinha cedido ao novo campeão após as paragens nas boxes, enquanto Sarrazin recuperou até oitavo. Jerome D’Ambrosio e Tom Dillmann completaram a lista dos dez primeiros, enquanto António Felix da Costa foi 15º.

Já no que toca a equipas, o título foi para a Renault e.dams pela terceira vez consecutiva. Um feito impressionante ao que se junta ainda o facto de ter somado pontos em todas as corridas da Fórmula E já disputadas.

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