Yamaha vinga-se e faz dobradinha

09 janeiro 2018

A quarta etapa do Dakar, a segunda a disputar-se em loop, com partida e chegada em San Juan de Marcona e um total de 330 km cronometrados, foi palco de grande reviravolta na classificação das motos.

Depois de se ter visto arredada dos dez primeiros na especial de ontem, a marca dos três diapasões refez a mão e não só levou de vencida a classificativa pela mão de Adrien Van Beveren, como garantiu também a segunda posição através de Xavier de Soultrait e, cereja no topo do bolo, assumiu a liderança da geral com a prestação de Beveren.

Um desfecho que se deveu não apenas à boa prestação dos franceses, mas também a todos os contratempos que se verificaram ao longo da tirada.

Van Beveren esteve desde o primeiro momento em cima da liderança, rodando atrás de Joan Barreda até ao 4º controlo de passagem. Por essa altura o espanhol da Honda tentava a todo custo recuperar o tempo perdido ontem, mas sem grande sucesso. Não só a margem para os demais era curta, como logo depois cedeu a liderança, acabando por concluir a especial em 9º, perdendo dez minutos certos para Beveren, que assinou o segundo triunfo este ano.

Mais irregular, Soultrait começou por rodar em quarto para terminar no intermédio do pódio, a5m01s do colega de equipa, mas não sem antes fazer uma incursão pela quinta posição, uma breve passagem pela liderança e nova descida a quinto antes de garantir o resultado final.

Enquanto isso, Matthias Walkner acabou por salvar a honra do convento no que toca à formação oficial da KTM. O austríaco foi o único da equipa de fábrica a terminar nos dez primeiros, ao garantir um árduo terceiro lugar. Walkner foi o segundo a partir e foi depois cronometrado em quinto antes de um trambolhão até à 12ª posição, altura a partir da qual iniciou a recuperação gradual rumo ao mais baixo do pódio.

No quarto lugar ficou Pablo Quintanilla. O chileno da Husqvarna tem levado a cabo uma prova tranquila e hoje viu essa estratégia dar frutos com a subida ao segundo posto da geral a apenas 1m55s do primeiro.

No reverso da medalha, hoje foi a vez da Honda e da KTM terem um dia para esquecer. A marca nipónica teve como melhor representante Jose Florimo. O chileno, que nem é piloto da formação oficial, foi sétimo (+8m45s), mesmo á frente de Kevin Benacides e Barreda, enquanto Ricky Brabec se ficou pela 24ª posição. Já a marca austríaca perdeu o seu chefe de fila. Sam Sunderland, que venceu no ano passado, viu-se forçado a desistir com problemas de costas. O britânico foi transportado para o bivouac. Toby Price e Antoine Meo também perderam muito tempo e caíram na geral.

Em resultado de todos estes acontecimentos, a liderança está, como já se referiu, nas mãos de Beveren (11h03m23s), seguido de Quintanilla (+1m55s) e com Benavides (+3h15s) a fazer com que sejam três as marcas diferentes no pódio neste momento.

Walkner (+5m23s) e de Soultrait (+7m34s) completam o Top 5, enquanto Price (+10m14s) Flomiro (+12m06s), Franco Caimi (+12m48s), Gerard Farres Guell (+13m05s) e Meo (+13m47s) são os restantes nomes da lista do dez primeiros.

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