DTM mais potente e com menos aerodinâmica

10 abril 2017

O DTM é uma das mais prestigiadas competições de turismos do mundo, com a Audi, BMW e Mercedes-Benz a elegerem-na como o palco de eleição para fazerem correr os seus melhores trunfos. Basicamente, tratam-se de versões super vitaminadas de modelos de estrada como o Audi RS 5 DTM, o BMW M4 DTM e o Mercedes-AMG C 63 DTM. O interesse em volta do campeonato e o nível de competitividade entre os vários participantes é tal, que rivaliza diretamente com o Campeonato do Mundo de Turismos da FIA (WTC). Mas o DTM quer mais, quer tornar as capacidades dos pilotos ainda mais importantes nesta temporada que se estende de 5 de maio a 15 de outubro. Para tal, os regulamentos técnicos foram revistos em aspetos cruciais.

Ao aumento da potência junta-se uma restrição da aerodinâmica, provocando um desafio pulco aos pilotos, ao nível da condução e do esforço.

As principais alterações tecnológicas dos carros verificam-se ao nível dos motores e da aerodinâmica, mas também aos pneus e componentes de controlo.

Pilotos entusiasmados com as alterações

Após os primeiros testes da época, os pilotos mostraram-se muito satisfeitos com os novos carros. “As alterações levadas a cabo no carro são bem notáveis – em particular a combinação entre menos aerodinâmica, mais potência e novos pneus,” disse Mattias Ekström, o piloto mais velho da grelha do DTM e representante de todos os pilotos do campeonato. “Estamos a caminhar na direção certa e creio que nos vamos divertir muito este ano.”

A juntar a estas alterações dos regulamentos técnicos, a ITR deverá também apresentar brevemente alterações ao regulamento desportivo para esta época.

Mais potência

A partir deste ano os V8 de 4 litros da Audi, BMW e Mercedes-AMG vão passar a debitar, pela primeira vez, mais de 500cv. O aumento de potência foi conseguido em grande parte graças a restritores de admissão de ar de maiores dimensões.

Os motores estão equipados com um restritor de ar por banco de cilindros e o diâmetro destes sofreu um aumento de 28 para 29 milímetros.

Junta-se a isto o facto de os novos regulamentos permitirem agora a melhoria de algumas áreas dos sistemas especiais de admissão com o propósito de otimizar ainda mais a prestação do motor. Mesmo assim, a maior longevidade possível continua a ser uma das principais prioridades no desenho dos motores do DTM.

Motores partidos são muito raros no DTM e, normalmente, os blocos duram toda a época. E isto sem que os propulsores possam ser submetidos a revisões extensas já que os mesmos são selados e só podem ser revistos em função dos regulamentos.

Menos aerodinâmica

Os novos regulamentos preveem uma redução da aerodinâmica. Para tal, foram alteradas a geometria do “splitter” frontal, a parte de baixo da carroçaria e o difusor traseiro, enquanto a distância do carro ao solo foi aumentada.

Da mesma forma, a asa traseira e o DRS (Sistema de Redução de Atrito) são as alterações com maior visibilidade. O DRS permite ao piloto reduzir o atrito do veículo por curto espaço de tempo, o que aumenta a velocidade de ponta. No passado isto proporcionou grandes batalhas e muitas ultrapassagens.

Além da asa traseira do ano passado, que podia ser totalmente rebaixada, apenas a aleta superior da asa traseira, conhecida como “Guerney Flap”, é rebaixada, o que aumenta a eficácia do DSR.

Os pneus

Estas alterações, em combinação com os novos pneus Hankook, que oferecem maior aderência por período de tempo mais curto e obrigam os pilotos a lidarem com uma perda de prestação mais acentuada ao longo da distância, fazem com que o comportamento dos novos carros de DTM seja claramente mais exigente para os pilotos que no passado.

Novos componentes de controlo

O desenho dos carros da Audi, BMW e Mercedes-AMG para o DTM deste ano é em tudo semelhante ao dos irmãos de produção das mais recentes gerações de cada construtor. Para reduzir os caros desenvolvimentos tecnológicos, os novos regulamentos preveem claramente mais áreas de desenvolvimento conjunto de componentes de controlo. O desenvolvimento destes componentes é controlado pela ITR, detentora dos direitos do DTM, em colaboração estreia com os engenheiros dos construtores.

Em 2017 foi também alargado o leque de componentes de controlo, passando a incluir a área da suspensão, bem como uma nova roda. A partir deste ano os 18 carros vão competir com rodas ATS, enquanto no passado cada construtor podia eleger a marca da sua preferência.

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