Rota do Gerês

27 julho 2017

Das várias propostas que apresentamos nesta edição de férias, a 'road-trip' pelo Gerês é a mais compacta de todas, seja pela densidade da paisagem verdejante (e até luxuriante), seja pela enorme quantidade de pontos de interesse a visitar numa área tão pequena. Criado em 1971, o Parque Nacional Peneda-Gerês tem cerca de 70 mil hectares e quase merece, por si só, umas férias inteiras para ser inteiramente usufruído.

Nesta viagem, propomos-lhe como ponto de partida Arcos de Valdevez e como ponto de chegada Ponte da Barca. Mas em vez dos pouquíssimos quilómetros que separam estes dois municípios, a viagem vai percorrer a grande variedade do Gerês. E para começar, nada como ir logo ao Soajo, ponto famoso pelos seus 24 espigueiros (um deles de 1782) colocados numa eira comunitária.

Segue-se São Bento da Porta Aberta. É considerado o segundo Santuário mais visitado em Portugal, logo depois de Fátima, por ser um local de grande romaria de peregrinos. Nesta sua viagem, e porque o Gerês é excelente para caminhadas, pondere iniciar aqui um passeio a pé, pois destinos não faltam. Se não o fizer, o local tem vistas suficientes para encher a alma de um viajante.

Por falar em vistas, marque no seu roteiro uma visita a um dos vários miradouros do Gerês, sendo de destacar os três mais conhecidos: miradouro da Fraga Negra; miradouro da Pedra Bela e miradouro do Mirante Velho, qualquer um deles não dispensa uma visita.

Caso esteja muito calor e a sua vontade seja a de se refrescar, o Gerês fornece-lhe múltiplas opções, tão diferentes quanto cascatas de uma beleza incrível a uma albufeira excelente para a prática de desportos naúticos, como a Caniçada, cuja larga albufeira é o ponto de encontro dos rios Cávado e Caldo. Se pretende locais mais recatados, o rio Caldo continuará a ser uma excelente opção, pois tem várias praias como a da Ribeira, praia da Barca, praia da Ilha do Gerês, praia do Pôr de Sol, praia de Entre-as-Pontes, praia da Baía, praia do Alqueirão.

Mas há locais ainda mais recatados e de uma beleza rara: as cascatas. Há pelo menos seis que pode visitar, embora deve ter em conta que muitas exigem largar o carro e percorrer alguns quilómetros. Recomendamos a cascata do Tahiti (na estrada que liga Fafião/Cabril à Ermida); cascata do Arado (nas imediações da Ermida), cascata de Leonte (perto da Portela do Homem), cascata de Pincães (entre Fafião e Cabril); cascata do Rio Homem (Portela) e cascata da Laja (perto das Caldas do Gerês). A não perder também a Lagoa dos Druidas (perto do Santuário da Nossa Senhora da Peneda, na aldeia de Tibo).

Tal como não deve deixar de visitar as lagoas naturais do Cabril (embora de difícil acesso), que são sete e estão distribuídas pelo rio Cabril, num local de água muito límpida e pura. Já fora do registo aquático, e quando estiver na zona de Campo do Gerês, não perca a oportunidade de visitar a Mata da Albergaria, um dos mais importantes bosques do Parque, constituído por carvalhos seculares e um troço da Via Romana da Geira (ligava Braga a Astorga). O resultado é um cenário fabuloso que, seja qual for a época do ano, parece uma pintura impressionista.

Ainda na parte do Gerês minhoto, destaque para Castro Laboreiro e o seu castelo do século XVI, imponente entre enormes fragas, onde o granito parece marchar sobre tudo o resto. E fazer festa a um cão de Castro Loboreiro (com cuidado, são cães de guarda).

Na parte transmontana do Gerês não perca Pitões das Júnias e o famoso mosteiro de Santa Maria das Júnias, localizado num vale isolado e de enorme beleza.

Distância: 356 km

Tempo de viagem: 5 a 6 dias

Estradas recomendadas: N303, N101, N202, N304, OU-540, OR-312, N308-1, M533, N307, M595, M308-4, N103, M513-1

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