Como entreter crianças nas viagens das Festas

23 dezembro 2016

A um dia da Consoada muitas famílias - estima-se que 17 milhões de pessoas viajem de carro todos os anos durante as férias de Natal - preparam-se para viajar com o objetivo de se reunirem com as famílias em vários pontos do País, tal como na passagem do ano.

E, em muitos casos, são longas horas de viagem com crianças a bordo. Entretê-las durante o trajeto pode ser uma tarefa simples desde que se adotem alguns truques.

Além do barulho do motor, há uma outra cantilena que marca presença nas viagens de carro com crianças: “Já chegámos? Falta muito?”. Esta falta de paciência infantil pode até tornar-se num fator de stress para quem conduz, mas há estratégias para sossegar as crianças e, quiçá, tornar a viagem num aprazível momento familiar.

Se é o único adulto presente na viatura, e por isso não pode tirar os olhos da estrada, vai ter mesmo de entreter as crianças de forma passiva, isto é, vai ter de recorrer à imaginação e aos livros, embora ler dentro do carro possa potenciar o enjoo.

Para a viagem de Natal em família ficam algumas sugestões:

Gala dos cantores – é uma espécie de karaoke em família, com músicas que as crianças conhecem.

Eu vi primeiro – a ideia é definir um objeto que surja com frequência na estrada (automóveis de determinada marca, sinais de trânsito, cores, etc.), ganhando aquele que mais vezes o assinalar.

Detetive da estrada – com um mapa na mão, as crianças vão identificando os locais por onde passam e qual a distância que ainda falta ou já percorreram.

Contar uma história a meias – um dos passageiros começa a contar uma história, passando a vez ao seguinte, que a tem de continuar.

Jogo da adivinha – as crianças têm de adivinhar coisas como “quantas pessoas vão naquele carro?”, “o condutor é homem ou mulher”, entre muitas outras perguntas possíveis.

Importante também é planear a viagem de forma a prever paragens que permitam às crianças esticar as pernas, ir à casa de banho, apanhar ar ou comer.

Qual o lugar mais seguro para transportar as crianças?

O local mais indicado para o transporte de uma criança num automóvel é no assento de trás, no lugar do meio. A razão para esta escolha é porque aquele lugar oferece mais proteção à criança no caso de acontecer um impacto lateral durante a viagem, ao mesmo tempo que providencia também uma boa distância da parte da frente e da parte de trás do automóvel.

Mas seguir esta recomendação pode ser uma tarefa com alguns obstáculos, resultantes das caraterísticas de fabrico da maior parte das viaturas. É que muitos fabricantes de automóveis não prevêem nos seus modelos o uso do sistema Isofix naquele lugar em particular, o que obriga a recorrer ao cinto de segurança para instalar o sistema de retenção para crianças. Aqui pode surgir um segundo obstáculo: o cinto de segurança a usar para prender a cadeira terá de ser dos de três pontos de apoio (os mais usados nos restantes lugares do automóvel).

A questão é que muitas vezes o cinto ali usado pelos fabricantes é daqueles dos chamados pélvicos, isto é, é um cinto de dois pontos, que só passa pela cintura do passageiro, não permitindo a instalação de uma cadeira para criança.

Se o seu automóvel tiver estes dois obstáculos ao sistema de retenção de crianças no lugar do meio, resta-lhe sentar a criança no lugar tradicional, que é no banco de trás, do lado direito, atrás do copiloto.

Transporte a criança no sentido contrário ao da marcha

A maneira mais segura de transportar uma criança, pelo menos até aos dois anos, é virada nos entido contrário ao da marcha. Este posicionamento da criança permite reduzir largamente os riscos de lesão no pescoço, ou mesmo a morte, em caso de acidente. O principal risco de transportar as crianças no sentido da marcha é o “efeito-chicote”: a cabeça das crianças, naquela faixa etária, representa em média 20% do peso total e, em caso de impacto; a zona do pescoço é submetida a forças intoleráveis, sendo aqui onde se regista a maioria das lesões por acidente rodoviário.

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