A Renault esticou o Mégane e chamou-lhe Grand Coupé

29 junho 2018

O Renault Mégane é um dos principais pilares da marca francesa, tendo sido por seis vezes, nos últimos 15 anos, o modelo mais vendido em Portugal e também o líder no segmento C pelo mesmo número de vezes. Este sucesso foi conseguido com o Mégane Berlina de cinco portas e também com a carrinha. Agora, cerca de dois anos depois do seu lançamento mundial, chega a Portugal como uma verdadeira novidade, encantando quem prefere automóveis mais longos, talvez com outro tipo de estatuto, ou de conforto.

Este estatuto superior do Mégane, um familiar conceituado no segmento C, confere-lhe outra visibilidade, mas essencialmente uma presença marcante, que se aproxima mais do Talisman, uma séria sugestão do segmento D. Se em Portugal a carroçaria de 3 volumes nunca teve grande sucesso entre os carros do segmento C, o que levou a filial portuguesa da marca a não introduzir o Mégane Grand Coupé no nosso mercado em 2016, fá-lo agora a pensar nas mudanças que possam existir no segmento D, devido ao novo ciclo WLTP, embora Mégane Grand Coupé não seja especialmente vocacionado para frotas.

O novo Grand Coupé é um Mégane por fora e por dentro, carregado com todas as tecnologias que já equipam a berlina, como por exemplo o R-Link 2, o sistema Multi-Sense (que possibilita ter vários carros num só, com inúmeras personalizações), para além dos já conhecidos sistemas de assistência à condução.

Nas tecnologias e no ambiente interior tudo é igual ao mais curto dos Mégane, acontece o mesmo em termos exteriores, até ao pilar C. O que faz mesmo a grande diferença é o terceiro volume, ou seja, a traseira do Grand Coupé, com a grande bagageira de 550 dm3 a fazer a autêntica diferença, para além de existir uma maior distância para os joelhos dos passageiros que viajam nos bancos traseiros.

No que toca a motorizações e transmissões, o Mégane Grand Coupé vem equipado com um bloco a gasolina 1.2 TCe de 130 cv, que pode contar com caixa manual de seis velocidades, ou automática EDC. Entre os diesel, os conhecidos blocos 1.5 dCi de 110 cv e o 1.6 dCi de 130 cv animam o novo familiar da Renault, esperando-se por um novo propulsor a gasolina de 1,3 litros lá para o final do ano, bem como um substituto para o diesel de 1,6 litros.

Em relação a preços, o Grand Coupé terá precisamente os mesmos valores que a Berlina, exibindo dois níveis de equipamento. O gasolina 1.2 TCe está à venda por 24.230€ e 27.230€, enquanto o diesel de 1,5 litros tem preços de 27.330€ e 30.330€. O diesel mais potente de 1,6 litros conta só com caixa manual de seis velocidades e o nível de equipamento mais elevado, estando à venda por 32.430€. A caixa automática EDC representa um acréscimo de 1.500€.

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