Alpine A110 com sangue na guelra já acelera em Portugal

28 maio 2018

Dar seguimento a uma lenda, que faz perdurar os tempos áureos do carro francês nos ralis mundiais, é a intenção do Grupo Renault que reanimou um clássico, transformando-o num desportivo atual e pronto para enfrentar as novas exigências de um nicho desportivo importante.

A “Société des Automobiles Alpine” nasceu em 1955 e o lançamento do primeiro A110 ocorreu em 1962, com o desportivo francês a alcançar a primeira vitória no Rali de Monte Carlo em 1971. A Alpine conquista o título de Construtores do Campeonato Mundial de Ralis em 1973, sendo nesse ano adquirida pelo Grupo Renault. A marca deixou carimbado, por duas vezes, o seu nome no álbum de ouro no Rali de Portugal, com as memoráveis vitórias do Alpine A110 1800, que Jean-Pierre Nicolas e Jean-Luc Thérier tão categoricamente souberam levar ao triunfo nas edições de 1971 e de 1973 da conceituada prova portuguesa, e que ajudaram a tornar o modelo de Dieppe uma referência no Campeonato do Mundo de Ralis.

Agora o grupo francês ofereceu à Alpine uma alma própria, reeditando o A110 com um novo perfil, mas mantendo intactos os motivos, que fizeram dele um carro apaixonante. E porque tudo começou em 1955, a nova marca do Grupo Renault produziu uma edição especial “Première Edition”, limitada a 1955 unidades, já esgotadas e com um preço para Portugal de 66.000€.

Conduzir este desportivo dos novos tempos no Circuito do Estoril, provou bem a leveza e sensualidade de um carro de apenas 1.080 kg, com um motor traseiro de 1,8 litros e 252 cv de potência, apoiado numa caixa automática EDC de 7 velocidades, com patilhas no volante. Alguma rebeldia inicial, natural às reações de um carro extremamente leve e de tração traseira, é facilmente domável nas primeiras curvas do circuito, ficando a vontade de se querer fazer cada vez mais quilómetros ao volante do novo Alpine A110, um desportivo Premium leve e ágil, que atinge os 250 km/hora e que vai dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,5 segundos. Uma fabulosa relação peso/potência, um comportamento dinâmico preciso e quase sempre previsível, tornam o A110 num carro muito divertido de conduzir. É caso para dizer que a filosofia de marca está bem viva e que a Alpine voltou.

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