O GRANDE DESAFIO DIGITAL

ANABELA CORREIA
Diretora de Comunicação e RP da Ford Lusitana
03 fevereiro 2017

Os meios de comunicação em Portugal - e de modo transversal em todo o mundo -, têm registado uma maior diversificação e assistimos atualmente a grandes mudanças no paradigma da Comunicação Social, com a televisão a continuar a ser o meio com maiores níveis de recordação bem patentes nos resultados de qualquer campanha, pelo que mantém uma posição de relevo. Não está, porém, imune às mudanças nos hábitos de consumo e a multiplicidade de oferta de canais e de conteúdos obriga a repensar as estratégias de comunicação neste meio.

O grande desafio está no digital onde encontramos a maior mudança e onde observamos um crescimento exponencial na oferta. As gerações mais novas consomem maioritariamente a informação através deste canal e mesmos os clientes/leitores mais informados não dispensam uma busca online sobre o tema ou temas do seu interesse. Os suportes em papel, jornais e revistas, evoluíram e, de forma generalizada, passaram a oferecer conteúdos digitais. As quebras de vendas em banca foram acentuando-se e a aposta passou por combinar recursos e produzir ambos os suportes, servindo deste modo um público muito mais vasto e abrangente.

As marcas passaram a elaborar os seus planos de meios com maior ênfase no canal digital e, dependendo do produto, passaram exclusivamente a comunicar online. É o caso da Ford que procura impactar os consumidores através de campanhas em media tradicional como TV, imprensa e outdoors numa fase inicial, complementando-a com uma maior aposta no digital onde os potenciais clientes podem obter mais informação. Neste ponto não podemos deixar de referir a importância das redes sociais onde ‘navegam’ milhões de consumidores e onde assistimos atualmente a um grande investimento por parte das empresas nesta ferramenta.

Tal como nos meios de Comunicação Social, também as empresas têm de evoluir e acompanhar as grandes mudanças na relação entre consumidores e marcas.

A nossa atual gama de veículos de passageiros e comerciais está praticamente toda renovada e em Portugal dispomos de versões adaptadas ao nosso mercado e fiscalidade, pelo que acreditamos deter as ferramentas essenciais para o desenvolvimento do nosso negócio e dos nossos concessionários nos próximos anos.

Estamos, contudo, a expandir o nosso modelo de negócio para tornar a Ford uma empresa automóvel e de mobilidade, respondendo aos desafios que se adivinham e ao que os consumidores querem e valorizam em termos de produtos, serviços e experiências.

Continuamos a concentrar-nos e a investir no nosso principal negócio - conceção, fabrico, marketing, financiamento e manutenção de automóveis, SUV’s, veículos comerciais e veículos elétricos. Ao mesmo tempo, perseguimos oportunidades emergentes com o Ford Smart Mobility, que é o nosso plano para nos tornarmos líderes em conetividade, mobilidade, veículos autónomos, experiência do cliente, dados e analítica. Seja num futuro próximo, seja a médio prazo, o paradigma da mobilidade irá evoluir para outro patamar e a Ford quer lá estar.

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