A evolução da grelha BMW ao longo do tempo

08 agosto 2019

A BMW também é conhecida por conservar elementos estéticos nos seus automóveis que os distinguem de imediato. Mesmo com o passar do tempo, são detalhes que mudam mas marcam sempre a diferença. É o caso do recorte das janelas traseiras dos seus modelos assumido pela chamada curva Hofmeister desenhada na coluna C das carroçarias, dando-lhes aquele design tão típico da marca. A ideia surgiu de Wilhelm Hofmeister, chefe de design da BMW entre 1955 e 1970, que introduziu esse detalhe ao criar o modelo 1500 em 1961.

Os grupos óticos que a marca designa por “quatro olhos”, agora com tamanhos e formas tão diferentes, também se tornaram muito caraterísticos a partir de certa altura, mas talvez seja a grelha dianteira de “duplo rim” uma das assinaturas mais identificativas dos automóveis BMW, apesar do seu design ter evoluído substancialmente ao longo dos anos.

À exceção dos microcarros dos anos 50 como o Isetta e dos BMW 600 e 700 que não incorporavam a grelha dupla na frente, os restantes modelos vieram a adotar a famosa grelha que foi sendo alterada quer por razões estéticas quer pelos avanços na aerodinâmica dos carros. O arrefecimento dos motores forçaram a marca a evoluir esse elemento caraterístico, cuja principal função é canalizar o ar fresco para o radiador.

A grelha dupla dianteira começou a assumir ligeiras diferenças em 1933 com o BMW 303. No ano seguinte, esta já exibia outras novidades no BMW 315/1, apresentando-se mais inclinada e aerodinâmica. Em 1936, o BMW 328 roadster, projetado por Peter Szymanowski, mostrava-se ainda mais aerodinâmica com uma trama mais elaborada e cinco grandes barras verticais.

O lendário BMW 328 Mille Miglia Touring Coupé levou essa configuração ao extremo, mostrando o duplo “rim” mais fino, quatro barras no interior e um fundo preto. Uma nova alteração verificou-se com o BMW 335 de 1939, com as barras horizontais oblíquas na sua grelha e o duplo “rim” em forma de cunha, uma vez mais por motivos aerodinâmicos.

A BMW inicia uma nova etapa no design dos seus modelos em 1962 ao criar o BMW 1500, que apresentava uma grelha dianteira mais larga a ocupar toda a frente do veículo, embora com o duplo “rim” estreito, alongado e com cinco barras.

O BMW 2002 refinou esse design e os novos coupés Karmann dos anos 60 (BMW 2800 CS e BMW 3.0 CS) incluíram, pela primeira vez, os grupos óticos “quatros olhos” que marcaram o design durante décadas.

Em 1972, o protótipo do BMW Turbo apresentava uma pequena grelha dupla, o que significou um avanço no seu tempo. Este concept inspirou a M1 de 1978 e até mesmo a Z1 de 1988 e a Série 8 de 1989. Todos esses modelos tinham duplo “rim” integrado no design da grelha dianteira, preta enquadrada na carroçaria.

Os modelos de produção mais relevantes tinham uma frente mais clássica, como toda a Série 5 (1972), Série 3 (1975) e Série 7 (1977). Nestes modelos, a grelha apresentava-se generosa e preta e o “duplo rim” era cromado e estava mais integrado, destacando-se no centro. Uma tendência seguida na década seguinte embora com algumas alterações no seu design, mais amplo a arredondado.

Foi com a Série 3 de 1990, que os “rins” BMW sofreram uma reinterpretação significativa, com um design trapezoidal e a parte superior mais larga que a inferior. O BMW Série 5 de 1996 marcou nova etapa na história das grelhas dianteiras da marca com esta a ser uma extensão do capô, descendo até tocar no pára-choques.

O novo BMW X6 que vai ser lançado em Novembro já mostrou que esteticamente a sua maior mudança se concentra na dianteira, oferecendo pela primeira vez a possibilidade de a grelha ser iluminada. Uma novidade tecnológica opcional que é ativada automaticamente com a abertura e o fecho das portas, mas que também funciona durante a condução.

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