A moda também veste os automóveis

12 fevereiro 2018

Enquanto no resto do mundo se dão os últimos pontos para ultimar as coleções de moda que desfilarão nas passarelas de Nova Iorque, Londres, Milão ou Paris, o Centro de Design da Seat foca-se novas propostas que vão vestir os próximos automóveis. Nick Allen, alfaiate de profissão, define que tipo de costuras, tecidos e cores revestirão os assentos do próximo modelo a sair para o mercado.

“Dedico-me à criação de interiores de automóveis à mão desde os meus 16 anos”, revela. No seu atelier desenvolve padrões e elabora os melhores acabamentos para os bancos, como faria um designer de alta costura. “As minhas mãos são como os meus olhos. Ao tocar na peça consigo avaliar a sua qualidade e perceber como se irá comportar na agulha da máquina de costura”, adianta.

Cerca de 30.000 metros é a quantidade de fio que Nick consome por ano em todas as suas confeções. O perito encarrega-se da costura manual de todos os volantes com a ajuda de uma agulha curva. Aplica o ponto alemão, porque deixa maior quantidade de fio à mostra. Escolhe a espessura e a cor do fio entre 250 bobinas com até 100 cores diferentes.

“As cores marcam a diferença. Cada automóvel tem a sua personalidade e a sua própria gama de cores”. Nick Allen diz ainda que muitos clientes associam uma determinada cor a um veículo de caraterísticas específicas. “Por exemplo, os verdes e castanhos claros são associados aos crossovers, e os castanhos escuros a um carro familiar mais clássico. O preto e o vermelho ligam com velocidade”, esclarece.

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