Mais de 400 mil condutores apanhados pelos radares

20 julho 2018

O Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) registou quase 400.500 infrações desde que há um ano entrou em funcionamento a totalidade dos 30 radares móveis, revelou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

O SINCRO é o sistema para deteção automática da infração de excesso de velocidade, sendo composto por 30 radares móveis que foram instalados em 50 locais considerados críticos. Entre julho de 2017 e maio deste ano, foram apanhados pelos radares 400.449 condutores em excesso de velocidade.

Ainda segundo a ANSR, 291.195 infrações foram registadas em sete meses de 2017 e 109.254 entre janeiro e maio deste ano. A maioria das infrações são leves (204.525), seguido dos graves (189.101) e das muito graves (6.723).

Os 30 radares de controlo de velocidade não são fixos, sendo instalados nas 50 cabines segundo um sistema rotativo previamente definido. Os condutores são informados da presença dos radares através de um sinal de trânsito.

Questionada se o SINCRO contribuiu para reduzir a sinistralidade nos locais onde foram colocados os radares, a ANSR respondeu que “o estudo estatístico dos acidentes nos locais de controlo de velocidade necessita de séries de dados relativamente longas e metodologias adequadas de ponto de vista científico” e “neste momento ainda não estão reunidas condições que permitam desenvolver um estudo consistente sobre esta matéria”.

Dados da ANSR indicam que 244 pessoas morreram nas estradas portuguesas entre 01 de janeiro e 15 de julho deste ano, menos 14 do que em igual período do ano passado.

No entanto, o número de acidentes subiu ligeiramente, registando-se este ano 68.483 desastres, mais 1.845 do que em período idêntico de 2017.

Também os feridos graves estão a diminuir este ano, tendo 950 pessoas ficado gravemente feridas até 15 de julho deste ano contra as 1.109 no mesmo período de 2017.

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