10 aniversários de clássicos inesquecíveis

27 fevereiro 2019

Rover P4 – 1949

 O estranho “terceiro olho” colocado na grelha dianteira do P4 causou estranheza na época, mas rapidamente este modelo da Rover foi considerado o primeiro automóvel de alta gama do início dos anos 50. Baseado no Studebaker Champion, era moderno, elegante e luxuoso, com as linhas redondas e portas traseiras a abrirem ao contrário. No interior, respirava-se classe e sofisticação britânicas pelos detalhes que oferecia, além de excelente conforto mesmo para quem viajava atrás. Prazer de condução era outro requisito do Rover P4, graças ao motor de 2,1 litros e 6 cilindros com 74 cv de potência.

Daimler SP 250 – 1959

As asas traseiras e uma dianteira pouco comum, de onde parecia crescer um grande nariz, era o que mais marcava o design do SP 250. Este modelo que fez a entrada da Daimler no segmento dos desportivos, no final dos anos 50, teve grande êxito no mercado norte-americano, mas foi mal amado na Europa. Contrastava com o resto dos modelos produzidos pela marca e teve vida curta depois da marca ter sido absorvida pela Jaguar em 1960. O Daimler SP 250 ficou conhecido pelo excelente nível de conforto que oferecia, além de um potente motor V8 de 2,5 litros com 100 cv, que chegava aos 200 km/h. Bloco que mais tarde foi utilizado no Jaguar MK1.

Jaguar Mark 2 - 1959

Enquanto na década de 50 reinavam os desportivos de dois lugares, a Jaguar construía berlinas de luxo, com o Mark 2 a ser visto como um dos carros mais elegantes do seu tempo. Era mais confortável que o seu antecessor (Mark 1), com mais área vidrada, mais estável, com nova suspensão traseira e mais rápido, com motores mais potentes. O interior também marcava pelo luxo tanto nos detalhes como nos materiais utilizados. Era um autêntico desportivo disfarçado de berlina, durante muito tempo uma referência na sua categoria. Só os grandes BMW ou Mercedes-Benz ultrapassaram-no com melhores prestações, na década de 70.

Ferrari Dino 246 GT – 1969

Dino foi um modelo da Ferrari produzido para homenagear Alfredo Ferrari, filho de Enzo Ferrari, que morreu muito jovem. Quase idêntico ao seu antecessor, o Ferrari Dino 206 GT, o Dino 246 GT foi apresentado no Salão de Turim em 1969, tendo sido sempre construído ao longo do tempo sem grandes alterações. Entre as poucas que aconteceram destaca-se o aumento da capacidade do motor de 2 litros para 2,4 litros, e fizeram-se três séries - “L”, “M” e “E” -, além das diferentes versões de mercado e o modelo Targa 246 GTS. Entre 1969 e 1974 saíram de fábrica quase 2.500 unidades do Dino 246 GT e mais de 1.200 na versão 246 GTS, entre 1972 e 1974.

Triumph TR6 – 1969

Considerado um dos best sellers da marca britânica, o Triumph TR6 surgiu logo no início de 1969 e foi produzido durante oito anos. Concebido com a técnica do TR5, que tinha dado boas provas, o TR6 mostrava-se mais elegante e com design mais ao gosto da época. Este desportivo vinha equipado com motor de seis cilindros em linha e desenvolvia 150 cv de potência, atingindo uma velocidade máxima de 190 km/h. Diz-se que a era dourada da empresa de Coventry terminou com o último dos 94.619 TR6 produzidos, já que os modelos seguintes passaram a ser construídos na nova fábrica da Triumph em Liverpool.

Fiat 128 – 1969

Modelo de vanguarda projetado pelo engenheiro Dante Giacosa, o Fiat 128 foi o primeiro automóvel da marca italiana com tração dianteira e motor transversal. Devido à sua forma de pão ou caixa, o 128 também foi muito moderno para a época, com umas linhas que favoreciam espaço e funcionalidade, além de ser divertido de conduzir na cidade ou em estrada. Caraterísticas que fizeram dele uma referência para a marca, tanto que no ano seguinte a imprensa especializada elegeu-o Carro do Ano na Europa. Produzido para suceder ao modelo 110, o Fiat 128 foi construído até 1985, altura em que deu lugar ao Fiat Ritmo.

Lancia Delta – 1979

Desenhado por Giorgetto Giugiaro, o Lancia Delta impressionou pelo seu estilo moderno e desportivo levando-o a conquistar o título de Carro do Ano na Europa, em 1980. Mas é também um dos modelos da marca com uma história muito ligada à competição por ter sido bem sucedido no Campeonato Mundial de Ralis, no final dos anos 80 e início de 90. A primeira geração do Delta decorreu entre 1979 e 1993 com o modelo a não sofrer alterações muito significativas. Só em 1986 é que foram feitas ligeiras mudanças na carroçaria, os motores foram atualizados e o modelo de tração às quatro rodas motrizes introduzido. Em 1987 chegou o primeiro Lancia Delta HF Integrale.

Mazda MX5 – 1989

O Mazda MX5, ou Miata como era conhecido nos EUA, trouxe de volta o prazer de conduzir dos clássicos desportivos britânicos. Lançado em 1989 no Salão de Chicago, o MX5 foi pensado e idealizado 13 anos antes, por um jornalista da Motor Trend. Em 1976 perguntaram a Bob Hall que tipo de modelo fazia falta à Mazda e ele não hesitou: “Algo inspirado nos roadsters britânicos da década de 60, com tração traseira e um preço acessível”. Passada mais de uma década a marca japonesa decidiu apostar naquele que foi o roadster mais vendido de todos os tempos, célebre por oferecer uma experiência de condução pura, desafiante e ao mesmo tempo acessível a qualquer um.

Alfa Romeo SZ – 1989

Quando foi lançado, o SZ (Sprint Zagato) não agradou pelas suas linhas demasiado quadradas para um desportivo italiano. O objetivo era conceber um desportivo de tração traseira ao estilo clássico, mas como foi um dos primeiros modelos criados em Itália com o software CAD, o resultado estético ficou confuso, com estranhas formas e proporções, combinando curvas suaves com ângulos demasiado marcados e superfícies redondas. Nada visto antes e depois. Apesar de ter sido um modelo esquecido pela marca, a verdade é que passou para a história como uma das obras mais extraordinárias da Alfa Romeo e da Zagato.

Honda S2000 – 1999

Construído para ser um marco histórico nas comemorações dos 50 anos da Honda, este roadster de dois lugares é um dos modelos mais desportivos produzidos pela marca nipónica. Lançado em 1999, rapidamente se tornou num caso de sucesso, graças a uma performance de excelência que ainda hoje impressiona. O S2000 vinha equipado com um motor que tinha a maior potência por litro do que qualquer outro automóvel de produção, ou seja, 120 cv/litro, só ultrapassado uma década depois pelo Ferrari F458 Italia. Aliás, o nome deste Honda tem origem na cubicagem do seu motor de 2000cc. Numa época em que o BMW Z3 e o Porsche Boxter desenvolviam 200 cv, a Honda respondeu com este desportivo futurista que dava nada menos que 240 cv de potência a estratosféricas 9.500 rpm.

scroll up