A almofada que revolucionou a segurança

29 agosto 2017

Ao ser a primeira marca a introduzir o aibag para o condutor, em 1981, no modelo Classe S, a Mercedes-Benz voltou a surpreender seis anos depois com o lançamento de airbag para o passageiro dianteiro. Equipamento que a partir de 1988 também passou a estar presente no Classe S, tendo sido alargado no mesmo ano à série 124, o antecessor do Classe E. Em 1994 era já uma caraterística de série em diversos modelos da marca.

Esta inovação representou um marco importante no complemento dos sistemas de retenção da Mercedes-Benz, até então já bem estabelecidos como uma caraterística de segurança imprescindível num automóvel - o airbag e o tensor do cinto de segurança do condutor. Com a adição de um airbag para o passageiro dianteiro, a marca alemã poderia assim oferecer uma forma de proteção para o ocupante que, na altura, mais nenhum outro fabricante a nível mundial podia disponibilizar.

Inicialmente, o airbag para o passageiro dianteiro fez a sua estreia na variante Limousine do Classe S e no 126 Coupé. A partir de 1988, estes modelos passaram também a poder ser equipados com esta nova opção, que só estava disponível em conjunto com o airbag do condutor. Foi desta forma que esta geração do Mercedes-Benz Classe S, produzida entre 1979 e 1992, finalmente se tornou pioneira da implementação dos airbags.

Não demorou muito até que este novo sistema demonstrasse todo o seu valor em termos de eficácia real de segurança passiva; em agosto de 1994, o airbag para o passageiro dianteiro tornou-se, também, um dispositivo de série em diversos automóveis de passageiros da gama Mercedes-Benz, juntamente com os bancos traseiros com encostos de cabeça. Logo desde o início, a Mercedes-Benz fez questão de destacar as mais-valias do airbag do passageiro dianteiro, como forma de complementar os efeitos protetores do cinto de segurança de três pontos, mas que, em nenhuma altura e sob forma alguma, pretendia ser um substituto do cinto de segurança. Nessa altura, a utilização dos cintos de segurança já tinha passado a ser obrigatória em 1976, com multas aplicadas a quem não cumprisse a partir de 1984.

Comparativamente aos três quilos de peso do airbag do condutor, acomodado no volante, o airbag do passageiro dianteiro nos modelos Classe S e nos da série 126, instalado no compartimento do porta-luvas, pesava cinco quilos. Isto devia-se, em grande parte, ao facto de, como a distância entre o airbag e a cabeça do passageiro dianteiro era maior, o volume teve de ser quase que triplicado: no Classe S, este volume era de 170 litros, em comparação com os 60 litros do airbag do condutor. Contudo, as tecnologias de suporte a esta inovação apresentada em 1987 eram as mesmas que o comprovado sistema de airbag para o condutor incluía: se o sensor de impacto montado por cima da caixa detetasse um acidente grave, despoletava os dois dispositivos de produção de gás dentro do airbag. Depois, um propulsor sólido, em forma de pequenas esferas inflamava-se para gerar uma mistura que insuflava imediatamente o airbag. O formato do airbag estava pensado para proteger o passageiro dianteiro dos impactos com o painel de instrumentos e o pilar A.

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Os sistemas de airbag para condutor e passageiro dianteiro rapidamente conquistaram uma aceitação por toda a indústria automóvel com dispositivos que permitiam salvar vidas. Com a miniaturização dos módulos de airbag, conseguida à custa do trabalho contínuo dos engenheiros, foi também possível colocar estes dispositivos noutros locais do veículo, por exemplo para obter maior segurança em caso de impacto lateral.

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