Como evoluiu o volante desde os anos 50

12 novembro 2018

Falamos do volante, cujo papel foi evoluindo ao longo da história: do aro que utilizávamos para virar, com luvas para evitar as bolhas e não escorregar das mãos, a melhor assistente que agora estaciona por nós e nos permite controlar a velocidade, a música ou o telefone sem desviar o olhar da estrada. Vejamos como este componente mudou ao longo de quase 70 anos de história através de seis modelos da Seat.

Anos 50: nesta década, o volante era um aro fino, grande e rijo, feito de baquelite e exigia que a condução fosse um exercício de força. “Nos modelos luxuosos como o Seat 1400, inspirado nos automóveis americanos, incluíam detalhes como o logotipo em cobre ou o interruptor de máximos. Até a alavanca da caixa de velocidades estava na mesma coluna de direção” afirma Isidre López, responsável dos Veículos Clássicos Seat.

Anos 60: nos modelos comprados pela classe média, como o Seat 600, o volante reduzia-se à mínima expressão: “Trata-se de um elemento destinado a permitir virar o automóvel, que não tem comandos nem logotipos, apenas integrando a buzina, que naquela época era o aviso da nossa presença para outros condutores e peões, que não estavam acostumados a conviver com veículos”, comenta aquele especialista.

Anos 70: na história do volante, o aro reduz de tamanho progressivamente e empregam-se novos materiais sintéticos acolchoados para aumentar a comodidade e a segurança dos condutores. Nos anos 70 nasce o Seat 850 Spider e os volantes desportivos tornam-se num símbolo de glamour. Nesta época começam a surgir os raios de metal e os mostradores circulares. Isidre López conta que “este modelo causou sensação pelo desenho desportivo e com estilo. O acabamento em madeira dava-lhe um toque de luxo e os dois raios perfurados acrescentavam o aspeto de carro de corridas”. Modelos como o Seat 124 tornam-se um sucesso no final dos anos 70: “A buzina já não está no centro, mas sim nos raios laterais ao alcance do polegar”.

Anos 80 e 90: com a chegada da direção assistida, o diâmetro do volante vai diminuindo permitindo ao condutor ganhar em comodidade e segurança. “Nos primeiros Seat Ibiza, esta peça é mais grossa e feita de um material semelhante à borracha, portanto mais suave e ergonómica”, comenta o responsável pela coleção histórica da marca. Nas décadas seguintes somar-se-ão novas funções: “Na geração seguinte do Ibiza dos anos 90 já integra airbag e, na terceira, o volante já permitirá controlar o volume do rádio e mudar de estação emissora”.

Atualmente: tornaram-se em assistentes para estacionar ou corrigir automaticamente a trajetória e ter toda a informação à mão. São algumas das funções de que dispõe agora o condutor: “Modelos como o Seat Ateca, o Arona ou o Ibiza permitem-nos controlar a temperatura, a música, a rota, a velocidade ou a autonomia e até fazer chamadas a partir do volante. Todos os dados aparecem centralizados no painel de instrumentos para evitar distrações”.

Os volantes do futuro: o condutor terá cada vez mais controlo sobre o veículo sem ter que tirar as mãos do volante. Porém, “com os anos e os avanços rumo ao veículo autónomo, poderão até desaparecer por completo”, conclui Isidre López.

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