Os carros híbridos vão chegar ao WRC em 2022

19 junho 2019

O Conselho Mundial da FIA confirmou que a partir de 2022 os carros WRC passam a ser híbridos. Isto não quer dizer que se percam as performances e as emoções provocadas atualmente, já que o andamento apenas em modo elétrico será exclusivo aos troços citadinos. A tecnologia híbrida tem sido testada e desenvolvida ao longo dos tempos em diversos tipos de competição automóvel, com resultados que, mais tarde, são adaptados aos veículos comercializados pelo mundo.

Segundo Yve Matton, o Diretor de Ralis da Federação Internacional do Automóvel (FIA), "sem novas tecnologias, os fabricantes perdem uma importante ferramenta de marketing. E sem isso não faz sentido envolverem-se. Daí os híbridos". Este novo regulamento cumpre um desejo do presidente da FIA, Jean Todt, que é a de criar sustentabilidade, para que os ralis continuem a fazer sentido.

Os WRC vão passar a contar com o habitual motor de combustão acoplado a um motor elétrico. A principal exigência prende-se com a circulação dos carros de competição nas cidades e povoações em modo exclusivamente elétrico, sendo que, para as Super Especiais citadinas, que habitualmente animam as provas do WRC, será possível utilizar uma potência elétrica adicional, com já acontece, por exemplo, na Fórmula E, quando os pilotos acionam o “Atack Mode”, uma espécie de potência máxima elétrica.

Este ciclo de homologação deverá durar cinco anos, utilizando-se neste sistema híbrido componentes e software comuns durante os primeiros tempos. Forçar o modo EV nas cidades e localidades, vem ao encontro das regras ambientais que estão a ser implantadas na maior parte dos países, mostrando, ao mesmo tempo, que é possível continuar a existir emoção e adrenalina no desporto automóvel. Nos troços normais, vai continuar a ser o motor a combustão a ditar as leis, embora a tecnologia híbrida possa servir para haver uma maior disponibilidade de binário.

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