Rota do Algarve

27 julho 2017

Esta rota começa em Aljezur, jujnto de algumas das melhores praias do País. Integradas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano, é aqui que se ouvem nomes como praia da Arrifana, Bordeira, Monte Clérigo, Amado ou Vale dos Homens, entre muitas outras a experimentar. Todas são garantia de uns dias bem passados junto ao mar, seja pela qualidade do areal e mar seja pelo clima. 

Mas se quer mais do que sal e areia para as suas férias, a zona de Aljezur reúne um conjunto de fortalezas, miradouros e até um castelo de significativo interesse. A fortaleza e igreja da Carrapateira, a fortaleza da Arrifana er o Castelo de aljezur são disso o exemplo. Os miradouros são o do Pontal e do Monte Clérigo. 

Em termos de eventos até há um festival saudável, o da Batata-doce, em Aljezur. Se não gosta deste tubérculo não se assuste, já que a gastronomia da zona passa por enchidos, feijão com arroz, mel, os morgadinhos, os frutos de amêndoa, os D. Rodrigo, os queijinhos, os morgados e o medronho.

Seguindo viagem a próxima paragem é Monchique, havendo muito para ver. Se calhar é bom começar pelo miradouro da Fóia, o ponto mais alto do Algarve (com 900 metros de altitude) com paisagens deslumbrantes, mas em Monchique deve passar também pela Igreja da N. S. da Conceição, pelo Castro de Alferce e ainda o Convento.

De elevado interesse são as bonitas cascatas da região. A Cascata do Barbelote é uma das mais bonitas quedas de água do concelho de Monchique, mas não perde nada se for conhecer também as cascatas de Penedo do Buraco e do Chilrão.

Mas quando se fala de Monchique, tem de se falar de água e das suas termas. As Caldas de Monchique têm uma água bicarbonatada, sódica e rica em flúor, apropriada para afeções das vias respiratórias (asma, bronquite, alergias, rinite, sinusite....) e afeções musculo-esqueléticas (tensão muscular, tendinites, artrite, artrose, espondilite, espondilose, reumático, deformações da coluna vertebral).

Mais à frente deparamo-nos com Silves que no século XI era reconhecida pelo seu grande desenvolvimento e prosperidade e por ser um centro cultural onde residiam os mais brilhantes poetas, historiadores e juristas da região.

Nota ainda para o rio Arade, que por ter sido navegável durante décadas foi um grande impulso para o crescimento de Silves. Por tudo isto, não admira que Silves tenha sido a capital do Algarve durante séculos.

Nessa região pode encontrar o Castelo de Alcantarilha (uma povoação que fica na estrada que liga Faro a Silves, as duas antigas capitais islâmicas do Algarve), o Castelo de Silves (a maior estrutura do género na região e um dos legados árabes mais bem preservados), a Igreja da Misericórdia e a Sé Catedral. Nota ainda para o Miradouro da Barragem do Funcho, com paisagens supreendentes para quem está apenas habituado a outro Algarve.

Por entre belas paisagens, esta viagem prossegue rumo a Alte, por muitos considerada a aldeia mais típica do Algarve, situada entre o fértil Barrocal e a montanhosa serra do Caldeirão.

Alcoutim marca a etapa final desta viagem, que vai lado-a-lado com a Rota Algarviana, um dos maiores passeios pedestres de Portugal. Em Alcoutim, o Guadiana volta a ser cenário para um fim de viagem que se pretende inesquecível.

A não perder é a praia fluvial do Pego do Fundo, mas há outros pontos de interesse como o Castelo de Alcoutim e a Villa Romana do Montinho das Laranjeiras. Longe das multidões e da agitação dos centros turísticos do litoral algarvio, Alcoutim é um paraíso de tranquilidade entre a serra do Caldeirão e o rio Guadiana.

scroll up