Um carro totalmente redesenhado

08 setembro 2016

Mantenha-se o nome e renove-se tudo o resto. É, em poucas palavras, o resumo mais fácil e conciso que se pode fazer do novo Hyundai i30. Contudo, ficar apenas por aqui é demasiado redutor para com um carro que foi totalmente redesenhado de raiz e que pretende levar o construtor sul-coreano a marcar posição de relevo no muito competitivo segmento C.

Projetado, desenvolvido, testado e produzido na íntegra em solo europeu, a nova geração do i30, apresentada esta semana na sede europeia da Hyundai, em Frankfurt, é feita claramente a pensar no mercado do Velho Continente e com o intuito de proporcionar maior valor ao cliente. Assim, não admira que esta nova proposta da marca sul-coreana apresente linhas familiares, não apenas com o mais pequeno i20, mas também com propostas de outras marcas. Mas isso não lhe tira personalidade, bem pelo contrário, já que um olhar mais atento por todo o carro revela uma identidade própria.

O capot longo, um pilar A a fluir até à traseira e juntando-se à linha de cintura que volta a fazer a ligação à frente do carro dão-lhe um caráter desportivo. Enquanto isso, a nova grelha em “cascata”, em conjunto com as óticas frontais dão o aspeto felino que passará a ser a imagem da marca daqui em diante.

No interior deparamo-nos com um veículo espaçoso, tanto para passageiros, como para bagagem, e com linhas limpas e sofisticadas de onde se destaca o ecrã tátil flutuante de 8” do sistema de navegação (opcional).

Já no que respeita ao comportamento e prestações, o novo Hyundai i30 promete uma experiência de condução mais dinâmica, ágil, previsível e com elevados níveis de conforto, algo que em muito se deve à total reinterpretação do chassis. Com um aumento de rigidez de 22% e uma redução de 28 kg no peso face ao predecessor, a nova plataforma sobre a qual assenta o i30 contribui de forma determinante para a melhoria do comportamento, com num incremento de 10% da direção, que é agora mais direta, e uma resposta mais rápida do carro em 15 milésimos de segundo.

Outra novidade revelada nesta pré-apresentação mundial do i30 diz respeito aos motores. Se as propostas diesel assentes sobre o bloco 1.6, com potências de 95 cv, 110 cv e 133 cv, já são conhecidas, assim como o 3 cilindros de 1.000 cc turbo a gasolina e com 120 cv, proveniente do i20, o mesmo não se pode dizer do 1.4 l a gasolina. Este 4 cilindros é um propulsor novo, totalmente desenvolvido e produzido pela Hyundai, e disponível em duas versões: o turbo T-GDI, de 140 cv, e o aspirado MPI, de 100 cv, se bem que este não será comercializado entre nós. Outra escolha possível diz respeito à transmissão, com as propostas 1.4 T-GDI e 1.6 CRDI de de 133 cv e 110 cv a poderem ser comercializadas com a caixa manual de seis velocidades, ou com a caixa automática de sete velocidades e dupla embraiagem, uma combinação que promete uma redução de consumo e emissões de CO2 na ordem dos 20% e um incremento de 10% na prestação da aceleração.

Outro capítulo onde o i30 também promete despertar as atenções com uma oferta abrangente diz respeito à conectividade e ajudas à condução. Quem optar pelo sistema de navegação vai poder contar com carregamento sem fios dos telefones, ligação inteligente ao smartphone através do Apple Car Play e do AndroidAuto, Bluetooth e GPS TomTom com serviços Live gratuitos durante sete anos. Já no capítulo das ajudas à condução, são oito as funcionalidades oferecidas de série. A saber: travagem autónoma de emergência, assistente de manutenção de faixa de rodagem, deteção de ângulo morto, alerta de cruzamento de tráfego traseiro, cruise control inteligente, informação de limite de velocidade, comutação automática médios/máximos e sistema de alerta à atenção do condutor.

Com o início da comercialização previsto para fevereiro do próximo ano com o hatchback, o i30 promete ainda toda uma família de versões, indo ao encontro do lema “um carro para todos”. A carrinha deverá estar disponível a partir de junho ou julho, o mesmo acontecendo com a primeira versão desportiva do carro, a N Performance, ao que se junta ainda a sugestão levantada pela marca de um eventual fastback.

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