É preciso um tanque para apagar um elétrico a arder

03 abril 2019

Um desportivo BMW i8 híbrido plug-in começou a fumegar no início desta semana num concessionário da marca alemã em Breda, na Holanda, e maneira encontrada pelos bombeiros locais para lidar com o problema foi... submergir este veículo de 374 cv e 150 mil euros de preço (em Portugal) num grande contentor com água, a fim de garantir que as chamas fossem extintas, tal como é do protocolo de segurança seguido pelas marcas que produzem elétricos ou híbridos.

É que basta haver fumo para se poder recear o pior quando falamos de um carro eletrificado pois, ao contrário de um carro a combustão, não basta apagar o foco de incêndio, é preciso mesmo submergir o carro durante muito tempo de forma a arrefecer os componentes elétricos. A possibilidade uma bateria começar a derreter é mais frequente do que se poderá julgar. 

No caso deste i8, a solução foi mesmo essa. Os bombeiros fizeram o rescaldo da maneira mais eficaz que os "livros" recomendam: mergulhar em água durante muito tempo. A razão para uma medida tão drástica prende-se com o uso de níquel nas baterias, que por ser um material instável e sensível às temperaturas recomenda-se a sua submersão para afastar todos os riscos de reacendimentos, explosões ou outros.  

Depois de retirado o carro do tanque improvisado, os serviços de emergência garantiram que a água usada fosse descarregada de maneira segura em termos de ambiente, uma vez que agora continha ácidos e substâncias tóxicas.

As causas do incêndio ainda não foram apuradas, apenas se sabe é que depois da "quarentena" aquática, o carro, se foi cumprido o protocolo, terá sido desmantelado e colocado numa sucata. 

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