Os três clássicos desaparecidos mais valiosos de sempre

| Revista ACP

Fazem parte de um mistério com muitos anos ainda por resolver, mas se fossem encontrados seriam os automóveis mais caros do mundo.

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À cabeça da lista do trio de carros mais valioso de sempre mas desaparecido há muitas décadas, está um Bugatti Type 57 SC dos anos 30. Foram construídas quatro unidades (cada uma de sua cor) e três das quais têm paradeiro conhecido. O quarto – na verdade o segundo exemplar a sair de fábrica com o chassi 57.453 – foi propriedade de Jean Bugatti e chegou a servir como carro de testes, mas desapareceu há mais de 80 anos. Conhecido como “La Voiture Noire”, que há cinco anos inspirou novo modelo da marca, tem uma história pouco conhecida e o seu último registo data de 1938. Desaparecido dois anos depois, julga-se que durante a invasão alemã em França durante a II Guerra Mundial, o fundador da marca o tenha enviado de comboio para Bordéus para fugir às mãos do inimigo. O carro nunca chegou ao destino. Mas se reaparecesse e fosse vendido em leilão, o seu valor ultrapassaria os 100 milhões de euros.

O segundo carro mais valioso de sempre e que também está desaparecido há cerca de 40 anos é um Duesenberg SJ-506. Também construído na década de 30 é um dos automóveis americanos mais procurados (e desejados) do mundo. Dos 26 exemplares fabricados, este pertenceu a Emile Beghain que correu com ele em Le Mans para depois regressar à Argélia. Infelizmente, quando a guerra civil eclodiu no país em 1962, Beghain foi forçado a fugir e o carro desapareceu desde então. Existem teorias acerca do seu paradeiro, que terá sido destruído durante o conflito ou que foi roubado mas ambas as explicações carecem de confirmação. Equipado com um motor de oito cilindros sobrealimentado com 320 cv de potência, raro na época, o seu valor atual de mercado poderia chegar a quase 20 milhões de euros.

A fechar a lista dos automóveis desaparecidos mais valiosos de sempre está um Ferrari 375 MM. Dos 26 carros fabricados e vendidos pela marca, falta apenas esta unidade, com o chassi 0378AM, que em 1953 foi vendida ao empresário italiano Enrico Wax, importador do whisky Johnnie Walker, a bebida favorita de Enzo Ferrari. Apesar do carro equipar um motor de 4,5 litros e 340 cv de potência, focado para uso em competição, este colecionador de carros preferiu guardar o 375 MM na sua garagem em Génova do que correr com ele . E foi nesse ano o carro terá supostamente desaparecido, sem que ninguém voltasse a vê-lo. Se reaparecesse, teria um valor estimado de quase 10 milhões de euros.

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