De plástico a tapete automóvel

30 julho 2019

O registo do primeiro plástico sintético, feito pelo homem, surge em Inglaterra, na segunda metade do século XIX, mas só após os desenvolvimentos da tecnologia química conseguidos na 1ª Guerra Mundial e, mais tarde, a produção em massa por alturas da 2ª Guerra Mundial é que este tipo de produto começou a estar acessível a todos.

Desde então e até hoje, o plástico passou de produto maravilha e solução para todas as necessidades de armazenamento de produtos sólidos e líquidos, a um dos maiores problemas ambientais de todo o mundo. De tal forma que, além de ilhas de plástico nos oceanos, este produto até já entrou na nossa cadeia alimentar.

Têm sido muitas as soluções e campanhas apresentadas para colmatar e tentar acabar com este problema, e as marcas automóvel não são alheias ao assunto, tão pouco querem ficar de fora e apresentado algumas soluções.

A Ford, cuja introdução de plásticos reciclados nos seus veículos remonta há 20 anos e ao Mondeo, há sete anos que tem um contributo ainda mais significativo ao converter 650 milhões de garrafas de água de 500 ml em tapetes para o EcoSport. Contas feitas, são um pouco mais de oito toneladas de plástico retiradas ao meio ambiente... O bastante para mais que duas voltas ao mundo.

Para tal, a Ford tritura 470 garrafas e respetivas tampas de garrafas de plástico de uma só utilização. Os grânulos resultantes são depois aquecidos e derretidos a 260ºC antes de serem convertidos em fibras com a espessura de um cabelo humano. Essas fibras são depois fiadas e o material disso resultante é usado para a produção dos tapetes.

Pode parecer pouco, mas quando se tem em conta que o total do esforço de reciclagem da Ford significa que 1.2 mil milhões de garrafas não vão parar ao meio ambiente o panorama torna-se bastante diferente. Mesmo assim, há ainda muito trabalho a fazer já que, e de acordo com a Comissão Europeia, apenas 30% dos resíduos de plástico na Europa são reciclados.

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