O Automóvel Club de Portugal celebrou esta quarta-feira um contrato-programa com nove concelhos da região Centro para a 58.ª edição do WRC Vodafone Rally de Portugal, que se realiza de 15 a 18 de maio. A parceria, que conta com o apoio do Turismo do Centro, visa os concelhos da Figueira da Foz, Coimbra, Arganil, Góis, Lousã, Mortágua, Águeda, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga. A grande novidade é o regresso da etapa portuguesa do Mundial de ralis a Águeda, Albergaria-a-Velha e a Sever do Vouga.
“Esta região tem troços excecionais, que já foram famosos no Rali de Portugal”, afirmou Carlos Barbosa, presidente do ACP, na cerimónia de assinatura da parceria com os municípios, que se realizou na Casa do Paço, na Figueira da Foz.
Destacando o “carinho, a visibilidade, o público e a segurança” que a prova encontra no Centro do país, o presidente do ACP realçou que o Rali de Portugal “está no Centro cada vez mais tempo”. “Qualquer dia não temos dias para tantos troços na região”, brincou o responsável, revelando que a edição de 2025 terá “troços novos” e “algumas mudanças nos troços já existentes".
Para os autarcas dos nove concelhos do Centro, o acordo firmado com o ACP - organizador do Rali de Portugal - o evento “é uma forma de trazer gente à região”, uma “forma de dar visibilidade” e “afirmar o território”.
Um dos autarcas estreantes na edição deste ano, Pedro Lobo, presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga, manifestou satisfação pelo regresso do Rali de Portugal ao concelho que preside, que apelidou de “berço” do rali nacional, 27 anos depois da última corrida para a competição. "Só por isto já valeu a pena ser presidente de câmara", disse.
“O Rali de Portugal faz parte do ADN de quem nasceu na região Centro”, salientou ainda Anabela Freitas, vice-presidente do Turismo Centro de Portugal, lembrando que, em 2024, o Rali de Portugal contribuiu para que a média de dormidas no Centro subisse para 1,8 dias nos dias da prova, “um número muito bom, já que a média [da região] se situa um pouco abaixo”. “Estou certa que com a entrada destes três novos concelhos [Águeda, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga] vamos aumentar a estada média do turista só pelo impacto do rali”, disse.
O WRC Vodafone Rally de Portugal 2024 teve um impacto económico estimado de 183,3 milhões de euros, mais 18,6 milhões (11,29%) face a 2023, segundo um estudo da Universidade do Algarve, divulgado recentemente pelo ACP.
O mesmo estudo aponta que a edição de 2024 levou 1,2 milhões de adeptos à zona Centro e Norte do país, onde se realizaram as provas. A estada média foi de 2,9 noite, considerando as duas regiões.
O WRC Vodafone Rally de Portugal é a quinta das 14 etapas do Mundial.
Em 2025, a etapa portuguesa arranca em Coimbra, sendo que a primeira prova a valer para a competição ocorre dia 15 de maio na Figueira da Foz com uma prova “superespecial” urbana.
No segundo dia, 16 de maio, a prova passa pelos troços de Lousã, Góis e Arganil (distrito de Coimbra) e Mortágua (distrito de Viseu), com uma passagem dupla. Naquele dia também se estreiam os troços Águeda/Sever do Vouga e Sever do Vouga/Albergaria-a-Velha (distrito de Aveiro).
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Ao terceiro dia de prova, 17 de maio, o Rali de Portugal continuará em Vieira do Minho, seguido de passagens duplas em Cabeceiras de Basto e Amarante, terminando em Lousada. A etapa portuguesa termina no dia 18 com os troços de Paredes, Felgueiras e Fafe.